quarta-feira, 20 de outubro de 2010

MAÇONARIA MASCULINA



A Maçonaria masculina surgiu em 1717, com a reunião de quatro oficinas na Grande Loja de Londres, pertencendo a maior parte dos seus fundadores à Sociedade Real, que procurava desenvolver as Ciências, as Artes e as Letras e de que Newton foi o primeiro presidente. Foram, então, recuperados os antigos deveres transmitidos por textos medievais, em particular os manuscritos Regius e Cook e os Estatutos de Ratisbonne, determinando os estatutos dos construtores, Mestres e Obreiros. Formar-se-ia, mais tarde, uma outra Grande Loja, Os Antigos — por oposição à de 1717, Os Modernos, que autorizava a iniciação de não-cristãos. Em 1813, surgiu a Grande Loja Unida da Inglaterra, que reunia as duas lojas iniciais, Os Antigos e Os Modernos, conciliando as duas tendências.


Desde então, ocorreram várias dissidências, originando a criação de grupos que praticam os rituais de formas diversas. Distinguem-se, no entanto, dois grupos principais: o ramo anglo-saxónico e o ramo liberal. O ramo anglo-saxónico reúne as obediências que estão mais próximas da Grande Loja Unida de Inglaterra, de 1813, e que conheceram maior expansão por todo o mundo. O ramo liberal, com raízes na Grande Loja de Londres de 1717, caracterizou-se por uma maior abertura e tolerância, de acordo com o pensamento iluminista, pela universalidade e pela secularização, sem impor a fé num Deus revelado, e por aceitar obediências masculinas, femininas e mistas.

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