quarta-feira, 20 de outubro de 2010

MAÇONARIA OPERATIVA



A Maçonaria Operativa, que se estende por toda a Idade Média e a Renascença e termina com a fundação da Grande Loja de Londres, compreende a história dos operários medievais, construtores de basílicas, catedrais, igrejas, abadias, mosteiros, conventos, palácios, castelos, torres, casas nobres, mercados e paços municipais. Por vezes protegidos pelos Papas e deles dependentes, os Maçons operativos eram essencialmente católicos.

A Maçonaria Operativa era formada de Lojas Livres, sem qualquer direção central, o Venerável Mestre era a autoridade máxima em cada Loja, como também, não faziam a descriminação da mulher na organização, assim vejamos vários relatos de grandes historiadores maçônicos:

Jean Palou escreve que, na Idade Média, as mulheres podiam fazer parte das Guildas, como trabalhadoras. Citando Paul Naudon, diz que elas até eram admitidas à Maestria, em dois casos":

1) nos ofícios de fiadoras e trabalhadoras de tecidos de seda, exclusivos delas, ou naqueles em conjunto com os homens (remendões, trabalhadores em linho, criadores de galinhas), e,

2) ainda quando viúvas de um mestre, então sendo autorizadas a continuar na administração da respectiva oficina do falecido marido.

Cita mais, de Paul Naudon:

"Mas, há coisa melhor ainda. Sabermos que na guilda dos carpinteiros de Norwich (por volta de 1375), à qual estavam ligados os Maçons (pedreiros), o que prova o caráter iniciático desse organismo, a Maçonaria sempre mantida à parte dos outros ofícios, os Irmãos e as IRMÃS deviam orar juntos no dia da Ascensão."

Mais adiante, escreve Palou:

"Diz a Tradição também que a filha do Mestre-de-obras da Catedral de Estrasburgo, Sabina de Steinbach, trabalhou na Loja dos Maçons daquela cidade e esculpiu as estátuas do portal meridional da Catedral e que, com seu marido, o Mestre Maçom Bernard de Sunder, trabalhou num grupo de estátuas da Catedral de Magdeburgo."

E complementa:
"Enfim, existe um texto de importância capital (em geral passado em silêncio pelos historiadores maçons) e conhecido sob o nome de manuscrito inglês de 1693, que pertence à York Lodge nº 236. A propósito da iniciação de um novo Maçom, declara este texto: "Um dos mais antigos toma o Livro; esse ou essa que se vai tornar Maçom, põe a mão sobre o Livro e, em seguida, são dadas as instruções."

Outro abalizado historiógrafo maçom, Marcos Santiago, escreve também que "O Poema Régio, datado de aproximadamente 1390, nada consigna a respeito da não aceitação da mulher na Maçonaria Operativa, dando, ao contrário, notícias de que ela era normalmente aceita, ou pelo menos colaborava com a Maçonaria, pois seu Artigo 10, nos versos 203 e 204, diz que nenhum Mestre suplante outro, senão que procedam entre si como irmão e irmã. O Poema (ou Manuscrito) prescreve apenas a não aceitação de escravos (servos) e inválidos..."

Escreve René Joseph Charlier, que também cita Alec Mellor, para quem "Nenhuma exclusão das mulheres estava escrito nos ‘Old Charges’ (Antigos Deveres)".

2 comentários:

  1. Não há como voltar a maçonaria operativa, como ritualística obedecendo os "Old Charges"?

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  2. Não há como voltar a maçonaria operativa, como ritualística obedecendo os "Old Charges"?

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