quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A MAÇONARIA E O UNIVERSO OCULTO




No ocultismo existem diferentes versões sobre a origem e objetivos da Maçonaria Eliphas Levi, importante estudioso do século 19 analisou a Ordem em muitas de suas obras.

Uma das tantas explicações ocultistas está centrada na idéia de que a Maçonaria tinha como propósito reconstruir o Templo de Salomão.

De acordo com Eliphas Levi - Autor ocultista e cabalista do século 19 que durante certo tempo foi sacer­dote da Igreja Católica, a Maço­naria era uma grande associação cabalística que surgiu no mundo na mesma época em que o protesto contra a Igreja desmembrou a unidade cristã. Para ele, a Maçonaria seguia o modelo da Ordem dos Templários, com influên­cia dos rosa-cruzes. O dogma maçônico teria como base Zoroastro e Hermes, e sua regra era a iniciação progressiva e seu princípio de fraternidade universal.

Levi afirmava que os maçons eram os continuadores da escola de Alexandria, herdeiros das antigas iniciações e guar­diões dos segredos do Apocalipse e do Zohar (o Zohar é formado por uma série de livros e considerado o mais importante trabalho da Cabala, ao que tudo indica escrito no século 13 por Moses de Leon. Por sua vez, de Leon atribuía a origem ao rabino Shimon bar Yochai, por volta do ano 70). O objeto de seu culto era a verdade representada pela luz. Professa­vam a mesma filosofia, toleravam todas as crenças. Procuravam pela verdade, procurando chamar todas as inteligên­cias à razão.

Alegoricamente, a finalidade da Ma­çonaria era a reconstrução do Templo de Salomão, e a finalidade real era a reconstituição da unidade social pela aliança da razão e da fé. A hierarquia, de acordo com a ciência e a virtude, era estabelecida com a iniciação e as provas por graus.
O estudioso ocultista afirmava tam­bém que, infelizmente, as doutrinas da unidade e submissão à hierarquia não se conservaram na Maçonaria universal, o que deu origem a uma Maçonaria dis­sidente, oposta à ortodoxa, que provo­cou calamidades como as da Revolução Francesa.

Segundo Eliphas Levi, o iniciado, com o auxílio das chaves cabalísticas, possuía as clavículas de Salomão. O estudioso já afirmava que um grande número de ho­mens que se julgavam maçons ignorava o sentido de seus ritos e a chave de seus mistérios. Não compreendiam os sinais hieróglifos em seus quadros simbólicos, que, de acordo com Levi, eram páginas do livro da ciência absoluta e universal.


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