sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A MAÇONARIA E SEUS MISTÉRIOS




Considerada uma das mais amplas e antigas organizações fraternais do mundo, com pelo menos dez séculos de vida, a Maçonaria é uma ordem iniciática, uma associação de pessoas livres que cultivam os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade.

É uma associação difundida em todo o mundo e que adota prin­cípios de fraternidade e filantropia entre seus membros. Seus lemas fun­damentais são: liberdade, igualdade e fraternidade, também os três le­mas que marcaram a Revolução Francesa de 1789.

Sob esse prisma, ela pode ser conside­rada uma sociedade destinada ao esforço conjunto de todos, na busca pelo aperfei­çoamento individual; uma fraternidade dedicada ao aprendizado e ao culto da arte de viver e à construção do caráter.

Muitos de seus aspectos permanecem ocultos para aqueles que não são mem­bros da sociedade. Eles são organizados em Lojas nas quais seus membros se ini­ciam em rituais, com provas e juramentos de fidelidade. No dia-a-dia, eles se comunicam por meio de sinais secretos, senhas, gestos e cumprimentos especiais.

Para ser maçom, não é necessário per­tencer a uma religião, raça ou segmento social específico. É preciso apenas a cren­ça na existência de um ser supremo e úni­co, que os maçons chamam de "Grande Arquiteto do Universo" (Deus). Além dis­so, é necessário ter caráter, índole e ser seguidor da ordem e justiça.

A indicação para fazer parte da Maço­naria é feita por um maçom ao seu Mestre. O indicado é investigado minuciosamen­te em sua integridade, e sua participação como membro da Maçonaria é analisada e votada pelo Mestre e outros maçons da Loja. São aceitos apenas pessoas que acreditam em Deus, com pelo menos 18 anos de idade. Após sua integração, qualquer deslize moral ou quebra das regras impostas pode signifi­car a sua retirada da ordem, e aquele que o indicou também poderá sofrer algum tipo de punição;

Simbolicamente, o maçom deve ver a si mesmo como uma pedra bruta que deve ser trabalhada com instrumentos adequados para transformá-la num cubo perfeito. A Maçonaria Universal compreende os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Os ensinamentos são feitos por meio de rituais, com princípios iniciáticos como a cabala, hermetismo, simbolismo, além de conceitos diversos sobre cores, números e lendas. Nos rituais, há uma fusão de simbo­lismo primitivo, ensinamentos de antigos fi­lósofos, do Pitagorismo, dos Templários, do Judaísmo, Cristianismo e diversos outros conhecimentos que tornam a Maçonaria
ORIGEM DA MAÇONARIA

As origens e a própria história do desenvolvimento da Maçonaria ainda são assuntos bastante debatidos por historiadores e pesquisadores. Existem diversas linhas de pensamento a respeito do assunto, algumas reivindicando o início da sociedade aos tempos do antigo Egito.

Em muitos pontos, a história da maçonaria se confunde com a história da humanidade, sobretudo nos últimos séculos. Grandes personagens da história eram maçons ligados à ciência, à arte, à fi­losofia e à religião. Winston Churchill, Theodore Roosevelt, Benjamin Franklin, George Washington, Lênin, Goethe, Oscar Wilde, Mark Twain, C. W. Leadbeater, Mozart, Liszt, Rui Barbosa, D. Pedro I, são alguns dos maçons que ajudaram a construir a história do mundo.

Apesar das muitas pesquisas já realiza­das sobre a Maçonaria, é muito difícil saber exatamente como e quando ela nasceu. Há uma linha de pensamento que acredita que os maçons são herdeiros da Antiga Ordem dos Templários, da Idade Média. Muitos pes­quisadores acreditam numa origem mais remota, defendendo a concepção de que a Maçonaria existe desde o antigo Egito, o que alguns consideram pouco provável. Talvez esse conceito envolva um sentido figurado, pois a Maçonaria surgiu de corporações de arquitetos e pedreiros que guardavam segre­dos sobre edificações durante a Idade Média, e o Egito simboliza um grande mistério na história, especialmente considerando-se suas construções, como as pirâmides. No entanto, pesquisadores como Christopher Knight e Robert Lomas acreditam ter encontrado evidências que ligam os primórdios da Maçona­ria à construção do Templo de Salomão.

Existem também teorias segundo as quais a Maçonaria é uma combinação de diversas correntes de pensamento metafísico que se uniram no século 17, na Europa.

A MAÇONARIA HISTÓRICA




Os estudiosos e pesquisadores maçônicos, via de regra, dividem a história da Maçonaria em três períodos:

Maçonaria Primitiva;
Maçonaria Operativa; e
Maçonaria Especulativa.

MAÇONARIA PRIMITIVA

A Maçonaria Primitiva, ou "Pré-Maçonaria", como entende André Chedel, citado por Vanildo Senna em "Fundamentos Jurídicos da Maçonaria Especulativa", abrange todo o conhecimento herdado do passado mais remoto da humanidade até o advento da Maçonaria Operativa e, por sua vez, é dividida em nove fases sucessivas, a saber:

Mistérios Persas e Hindus;
Mistérios Egípcios;
Mistérios Gregos dos Cabires;
Mistérios Gregos de Ceres ou Demeter;
Mistérios Judaicos de Salomão;
Mistérios Gregos de Orfeu;
Mistérios Gregos de Pitágoras;
Mistérios dos Essênios; e
Mistérios Romanos.

MAÇONARIA OPERATIVA



A Maçonaria Operativa, que se estende por toda a Idade Média e a Renascença e termina com a fundação da Grande Loja de Londres, compreende a história dos operários medievais, construtores de basílicas, catedrais, igrejas, abadias, mosteiros, conventos, palácios, castelos, torres, casas nobres, mercados e paços municipais. Por vezes protegidos pelos Papas e deles dependentes, os Maçons operativos eram essencialmente católicos.

A Maçonaria Operativa era formada de Lojas Livres, sem qualquer direção central, o Venerável Mestre era a autoridade máxima em cada Loja, como também, não faziam a descriminação da mulher na organização, assim vejamos vários relatos de grandes historiadores maçônicos:

                   Jean Palou escreve que, na Idade Média, as mulheres podiam fazer parte das Guildas, como trabalhadoras. Citando Paul Naudon, diz que elas até eram admitidas à Maestria, em dois casos":

                   1) nos ofícios de fiadoras e trabalhadoras de tecidos de seda, exclusivos delas, ou naqueles em conjunto com os homens (remendões, trabalhadores em linho, criadores de galinhas), e,

                   2) ainda quando viúvas de um mestre, então sendo autorizadas a continuar na administração da respectiva oficina do falecido marido.

                   Cita mais, de Paul Naudon:

                   "Mas, há coisa melhor ainda. Sabermos que na guilda dos carpinteiros de Norwich (por volta de 1375), à qual estavam ligados os Maçons (pedreiros), o que prova o caráter iniciático desse organismo, a Maçonaria sempre mantida à parte dos outros ofícios, os Irmãos e as IRMÃS deviam orar juntos no dia da Ascensão."

                   Mais adiante, escreve Palou:

                   "Diz a Tradição também que a filha do Mestre-de-obras da Catedral de Estrasburgo, Sabina de Steinbach, trabalhou na Loja dos Maçons daquela cidade e esculpiu as estátuas do portal meridional da Catedral e que, com seu marido, o Mestre Maçom Bernard de Sunder, trabalhou num grupo de estátuas da Catedral de Magdeburgo."

                   E complementa:

                   "Enfim, existe um texto de importância capital (em geral passado em silêncio pelos historiadores maçons) e conhecido sob o nome de manuscrito inglês de 1693, que pertence à York Lodge nº 236. A propósito da iniciação de um novo Maçom, declara este texto: "Um dos mais antigos toma o Livro; esse ou essa que se vai tornar Maçom, põe a mão sobre o Livro e, em seguida, são dadas as instruções."

                   Outro abalizado historiógrafo maçom, Marcos Santiago, escreve também que "O Poema Régio, datado de aproximadamente 1390, nada consigna a respeito da não aceitação da mulher na Maçonaria Operativa, dando, ao contrário, notícias de que ela era normalmente aceita, ou pelo menos colaborava com a Maçonaria, pois seu Artigo 10, nos versos 203 e 204, diz que nenhum Mestre suplante outro, senão que procedam entre si como irmão e irmã. O Poema (ou Manuscrito) prescreve apenas a não aceitação de escravos (servos) e inválidos..."

                   Escreve René Joseph Charlier, que também cita Alec Mellor, para quem "Nenhuma exclusão das mulheres estava escrito nos ‘Old Charges’ (Antigos Deveres)".

MAÇONARIA ESPECULATIVA


A fundação da Grande Loja de Londres, determina, portanto, o fim da Maçonaria Operativa e marca o início do terceiro período da história da Maçonaria, a Maçonaria Especulativa ou Maçonaria dos Aceitos ou, ainda, como disse Nicola Aslan, "da Maçonaria em seu aspecto atual de associação civil, filosófica e humanitária".

Sobre a transformação da Maçonaria Operativa em Maçonaria Especulativa, diz-nos Vanildo Senna:

"A esta transformação os ingleses dão a denominação de Revival, que significa renovação, renascimento, datando-a de 1717. O adjetivo "especulativo" só foi aplicado aos Maçons "Aceitos" em meados do século XVIII. Esta denominação de "especulativo" era dada, no século XVII, a toda pessoa propensa à contemplação e à meditação. O "especulativo" era o idealista e não o homem de ação ou profissional. Eram pessoas cultas, naturalistas, eruditos e historiadores." 

Com a transformação da Maçonaria Operativa em Maçonaria Especulativa surge, no ano de 1723, a primeira Constituição Maçônica, elaborada pelo Irmão Reverendo James Anderson para uso da Grande Loja de Londres. A partir de então a Maçonaria adotava uma forma de organização política que deveria conservar daí por diante, sendo que essa obediência passou só admitir homens, e não aceitando mulheres, deficientes físicos e escravos

Os registros históricos indicam que, desde o seu surgimento, a Maçonaria defende a liberdade de pensamento, o trabalho livre, a liberdade religiosa e está sempre ao lado dos interesses do povo. A Maçonaria glorifica Deus, o Único Todo-Poderoso Criador do Universo, a quem chama de Grande Arquiteto do Universo (G\A\D\U\).

Com a criação da Grande Loja de Londres, surgiu o sistema obediêncial, nesse sistema as lojas deixam de ser Livres, os Veneráveis dirigem as Lojas, porém a autoridade máxima é o Grão-Mestre, a quem é subordinado.

TIPOS DE MAÇONARIA

Ora, sendo a Maçonaria apologista do livre pensar, da investigação científica, da procura da verdade, nada mais natural que cada irmão ou irmã, com o passar do tempo, procurasse fazer parte de lojas onde os seus anseios, a sua procura, o seu modo de ser se identificassem. Daí surgiram oficinas que, sem deixar a prática dos Princípios Universais da Maçonaria, direcionaram seus trabalhos com foco específico em decorrência dos interesses do grupo, do momento histórico, da ação social pretendida e em função do meio e da época.

Perquirindo a literatura maçônica, vamos encontrar três tipos de maçonaria, a Masculina, a Mista e a Feminina.

MAÇONARIA MASCULINA



A Maçonaria masculina surgiu em 1717, com a reunião de quatro oficinas na Grande Loja de Londres, pertencendo a maior parte dos seus fundadores à Sociedade Real, que procurava desenvolver as Ciências, as Artes e as Letras e de que Newton foi o primeiro presidente. Foram, então, recuperados os antigos deveres transmitidos por textos medievais, em particular os manuscritos Regius e Cook e os Estatutos de Ratisbonne, determinando os estatutos dos construtores, Mestres e Obreiros. Formar-se-ia, mais tarde, uma outra Grande Loja, Os Antigos - por oposição à de 1717, Os Modernos, que autorizava a iniciação de não-cristãos. Em 1813, surgiu a Grande Loja Unida da Inglaterra, que reunia as duas lojas iniciais, Os Antigos e Os Modernos, conciliando as duas tendências.

Desde então, ocorreram várias dissidências, originando a criação de grupos que praticam os rituais de formas diversas. Distinguem-se, no entanto, dois grupos principais: o ramo anglo-saxônico e o ramo liberal. O ramo anglo-saxônico reúne as obediências que estão mais próximas da Grande Loja Unida de Inglaterra, de 1813, e que conheceram maior expansão por todo o mundo. O ramo liberal, com raízes na Grande Loja de Londres de 1717, caracterizou-se por uma maior abertura e tolerância, de acordo com o pensamento iluminista, pela universalidade e pela secularização, sem impor a fé num Deus revelado, e por aceitar obediências masculinas, femininas e mistas.

MAÇONS ILUSTRES



Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; militares como Frederico, o Grande, Napoleão e Garibaldi; poetas como Byron, Lmartine e Hugo; escritores como Castellar, Mazzini e Espling, Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O'Higgins, na Argentina; Bolivar, no norte da América do Sul, Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador D. Pedro I, no Brasil, José Bonifácio, Gonçalves Lêdo, Luis Álves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa.  
A MAÇONARIA MISTA



A Maçonaria Mista difere da Maçonaria de Adoção pelo fato de que ela não admite concessões de quantidade e não depende de Adoção ou Aprovação. Ela é, na opinião de seus seguidores e adeptos, inteira e totalmente Maçônica.

A Maçonaria Mista começou após o Caso de Maria Desraimes, em 1881. Esse fato envolveu a Iniciação de uma Mulher, em uma Loja, tradicional Francesa, a Livre Pensadores Du Pecq. E que deu origem à Loja Mista Internacional “O Direito Humano”,  fundada em Paris, em 04 de Abril de 1893 e na Suécia, em 1898, em Londres, em 1902.

A primeira Obediência Mista: "O Direito Humano". Foi fundada, na França, em 04 de abril de 1893, por Maria Deraisme, respeitada jornalista e notável feminista, falecida em 6 de fevereiro de 1894. Em 14 de janeiro de 1882, ela foi iniciada pela Loja "Os Livres Pensadores" de Pecq. Pecq é uma localidade próxima de Paris.

O fato de sua iniciação caiu como uma bomba, nos meios maçônicos ortodoxos. Essa loja, "Os Livres Pensadores" de Pecq, não encontrou forças para persistir, em seus intentos de iniciar novas mulheres. Daí que Maria Deraisme teve de, ela própria, assumir o comando da iniciativa, então fundando essa primeira Obediência Mista, sob o título distintivo de Grande Loja Simbólica Escocesa de França: "O Direito Humano", sob o comando do Dr. Georges Martin.

No Brasil, onde pesa sobre essa Ordem um preconceito muito grande, ela conseguiu crescer e ramificar, possuindo hoje, várias Lojas, com Lojas de Perfeição, Capítulos, Kadosches e Consistório. Ela adotou, especialmente no Brasil, o Rito Escocês, bastante modificado, mas com os 33 Graus Tradicionais.

                   Vale salientar, que a Maçonaria Mista não é um Mal tão terrível, como pensam alguns Irmãos da Maçonaria Tradicional. Ela existe em quase todos os Países desenvolvidos e de cultura tradicional como é o caso da velha Europa. Embora em muitos países ainda não exista o Reconhecimento da mesma, como Maçonaria Regular, há um reconhecimento tácito que lhes permitem um convívio de boa vizinhança, sem que um queira invadir a Seara do outro e muito menos infernizarem-se mutuamente como acontece por nossas bandas.

                   Quando dos festejos do Bicentenário da Revolução Francesa, em 1889, houve em Paris um congresso Internacional da Maçonaria, congregando Maçons do Mundo todo. Lá compareceram através de sues Grão-Mestres ou seus Representantes os seguintes Países:

                   Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Burdina Faso, Camarão, Canadá, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Grécia, Haiti, Holanda, Israel, Líbano, Luxemburgo, Madagascar, México, Porto Rico, Senegal, Suíça, Togo, Venezuela e Zaire.

                   “O Brasil, foi representado pelos seguintes Estados brasileiros: Santa Catarina, foi representado pelo Irm.’. André W. Pereira, da Loja “Pedro Cunha”,  Grande Loja de Santa Catarina, que presenteou o seu Grão-Mestre James Gilson Berlin; o outro representante do Brasil foi o Irm.’.  Armando de Lima Fagundes, Grão-Mestre do Grande Oriente Independente do Rio Grande do Norte”.

                   Esse preâmbulo todo foi para despertar a atenção para o seguinte fato. Lá estavam Presentes, falando de igual para igual, as seguintes Ordens Femininas e Mistas:

                   I – Grande Loja Feminina da França;
                  II – Grande Loja Feminina da Bélgica;
                 III – Grande Loja Mista Universal;
                 IV – Grande Loja Nacional “O Direito Humano”, da França.

                   E todas elas representadas pelas suas Grã-Mestres. E quando da Formação dos Grupos de Trabalhos, todos trabalharam juntos, sem nenhum preconceito.

MAÇONARIA FEMININA



Com o surgimento da Maçonaria Mista, de logo surgiram novas oficinas mistas e femininas, pelo mundo a fora. Sendo que a Grande Loja Feminina de França, provém das antigas Lojas de Adoção que haviam sido criadas pela Grande Loja de França que, em 1947, decidiu lhes dar total independência, desvinculando-as da tutela das Lojas Masculinas.

Essas Lojas de Adoção, num primeiro passo, organizam-se como a União Maçônica Feminina para, em 1952, transformar-se então na Grande Loja Feminina de França. Somam cerca de 11.000 Irmãs que se distribuem em umas 300 Lojas. Seguem o REAA e reconhecem outros mais, o Rito Francês Moderno, O Rito Francês Restabelecido e o Rito Escocês Retificado. No Brasil existe, também, várias potências femininas congregando centenas de obreiras em todo o Brasil.

GRANDES MULHERES MAÇONS

A primeira Mulher que se tem noticia, Elizabeth St. Leger, casada com o Sr. Richard Aldworth, o fato aconteceu na Irlanda, em 1710. Um fato acontecido, ainda antes da fundação da Primeira Grande Loja; a segunda mulher, senhora Bell, na Inglaterra, o fato publicado no jornal de New Castle – Crônica Semanal (Weekly Chroniole), de 6 de janeiro de 1770; senhora Havard, de Hereford, também, na Inglaterra e também no ano de 1770; senhora Beaton, País de Gales, em 1802; senhora Catherine Babington, do Kentucky, em 1815; Helena, Condesa de Hadik Barkoczy, na Hungria, em 1875; Maria Desraimes, na França, em 1881; Senhorita Xaintrailles, em Paris, em 1843; a Esposa e a Mãe do Grão-Mestre Canton, da Grande Dieta Simbólica, dos Estados Mexicanos, da cidade do México em 1895; Anita Garibaldi, esposa do grande libertador Garibaldi, Helena Petrovna Blavatsky, escritora Russa, escreveu várias obras esotéricas, entre as quais “Doutrina Secreta”, Annie Besant, a célebre Mística Inglesa, Teosofista e Socialista, nascida em 1847 e morta em 1933. Foi, provavelmente a Mãe de todas as Maçons Oradoras Feminista Inglesa, Sra. Maria Adelaide Soledade Lopes, sendo a primeira mulher a ser iniciada na Maçonaria no Brasil, Alice LaTrobe Bateman, mais conhecida como Alice A. Bailey foi uma pesquisadora e escritora inglesa, Dion Fortune, pseudônimo de Violet Mary Firth Evans, psicóloga e ocultista britânica, Alexandra David-Néel, pseudônimo de Louise Eugénie Alexandrine Marie David, foi uma famosa escritora espiritualista, budista, anarquista, reformadora e religiosa francesa, como podemos citar tantas outras.

A MAÇONARIA UNIVERSAL




Pelo relato acima exposto, podemos concluir que a Ordem Maçônica é formada de várias associações constituídas, umas somente de homens, outras de homens e de mulheres e, algumas somente de mulheres, porém todos esclarecidos e virtuosos, que se consideram irmãos e irmãs entre si e cujo fim é viver em perfeita igualdade, intimamente ligados por laços de recíproca estima, confiança e amizade, estimulando-se, uns aos outros, na prática da virtude.
É um sistema de Moral, velado por alegorias e ilustrado por símbolos. Embora imperfeitas, essas definições são suficientes para nos convencer de que a Ordem Maçônica foi sempre, e deve continuar a ser, a UNIÃO CONSCIENTE de homens e de mulheres inteligentes, virtuosos, desinteressados, generosos e devotados, irmãos e irmãs livres e iguais, ligados por deveres de fraternidade que concorrem, pelo exemplo e pela prática da virtude, para esclarecer os homens e as mulheres, prepará-los para a emancipação-progressiva e pacífica da humanidade.

É, pois, um sistema e uma escola, não só de Moral como também de filosofia social e espiritual, revelados por alegorias e ensinados por símbolos, guiando seus adeptos à prática e ao aperfeiçoamento dos seus mais elevados deveres.

Praticando o bem sobre o plano social e moral, a Maçonaria reúne homens e mulheres, como irmãos e irmãs, sem deles ou delas indagar a crença religiosa ou política.

Por isso e para evitar o desvirtuamento de seus nobres e sublimes fins, a Maçonaria exige que sejam iniciados em Seus Mistérios somente aqueles ou aquelas que, crendo na existências de Deus e em sua vontade revelada, bem compreendam os deveres sociais e, alheios a vaidades e inclinações contrárias aos rígidos princípios de moralidade, busquem-na, inspirados em elevados sentimentos de Amor Fraternal.

A Maçonaria é, portanto, o progresso contínuo, por ensinamentos em uma série de graus, visando, por promoções sucessivas, incutir no íntimo dos homens e das mulheres a LUZ ESPIRITUAL e DIVINA, que, afugentando os baixos sentimentos de materialidade, de sensualidade e de mundanismo e, invocando, sempre, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, os torne dignos de si mesmos, da família, da pátria e da humanidade. Seus princípios fundamentais, são:

 1 - A Maçonaria proclama, como sempre proclamou, desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO.

2 - A Maçonaria não impõe nenhum limite à livre investigação da Verdade e é para garantir a todos essa liberdade que exige, de todos, a maior tolerância.
3 - A Maçonaria é, portanto, acessível aos homens e as mulheres de todas as classes sociais e de todas as crenças religiosas e políticas, com exceção daquelas que privam o Ser Humano da liberdade de consciência, restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa humana, exijam submissão incondicional aos ditames de seus chefes, ou façam deles instrumento de combate aos princípios da Maçonaria.

4- A divisão da Maçonaria Simbólica nos três graus, universalmente adotados: APRENDIZ, COMPANHEIRO e MESTRE.

5;- A lenda do terceiro grau ou de H\ A\.

6 - A Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas modalidades. É uma escola que impõe este programa: obedecer as Leis do País; viver segundo os ditames da Honra; praticar a Justiça; amar ao próximo; trabalhar incessantemente pela felicidade do género humano e conseguir sua emancipação progressiva e pacífica.

7 - A proibição expressa de todo e qualquer debate sobre sectarismo político ou religioso, dentro de seus templos ou fora deles, em nome da Maçonaria.       

8 - O LIVRO DA LEI SAGRADA, o ESQUADRO e o COMPASSO, as três GRANDES LUZES emblemáticas da Maçonaria, estarão sempre presentes em Loja e sobre o Altar dos juramentos, durante os trabalhos, na forma e modo expressos nos Rituais.

A par desta DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS, a Maçonaria proclama, também, as seguintes normas sobre as quais se apoia: Para elevar o Ser Humano aos próprios olhos e para torná-lo digno de sua missão sobre a Terra, a Maçonaria proclama que o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO deu ao homem e a mulher como o mais precioso dos bens - a LIBERDADE - patrimônio da humanidade, cintilação divina que nenhum poder tem o direito de obscurecer ou de apagar e que é a fonte de todos os sentimentos de honra e de dignidade.
O verdadeiro maçom pratica o Bem e leva a sua solidariedade aos infelizes, quaisquer que sejam eles, na medida de suas forças. O maçom e a maçom devem, pois, repelir com sinceridade e desprezo o EGOlSMO e a IMORALIDADE. Os ensinamentos Maçônicos induzem seus adeptos a dedicarem-se à felicidade de seus semelhantes, não porque a razão e a justiça lhes imponham esse dever, mas porque esse sentimento de solidariedade é qualidade inata que os fez filhos e filhas de Deus e irmãos e irmãs de todos Ser Humanos, fiéis observadores da lei do Amor Universal.   

Nestas condições, o objetivo da ORDEM MAÇÔNICA MISTICA E ESOTÉRICA DO BRASIL - OMMEB é de manter o constante progresso da Maçonaria, seu antigo e verdadeiro caráter de apostolado da mais alta moralidade, da prática das Virtudes, da LIBERDADE, da IGUALDADE e da FRATERNIDADE, por disciplina consciente, a fim de que os maçons e as maçons, ampliando todas as faculdades morais e espirituais, possam cumprir seus múltiplos deveres e infundir, nos usos e costumes da sociedade civil a que pertençam, os princípios da filosofia humanitária.



Um comentário:

  1. Excelentes esclarecimentos que revelam que a Regularidade é uma questão de origem, enquanto o Reconhecimento é um ato político.Não há como desconhecer a legitimidade do CLINMF-Centro de Ligaçao Internacional das Maçonaria Feminina, que reúne Grandes Lojas Femininas do Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal, Grécia e Suiça1935, com Assembleias anuais desde 1935 quando a GrLoja de França deu autonomia às Lojas de Adoção,fato que levou a cisão da Gl França com a Gr Loja Unida da Inglaterra.

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