sábado, 21 de fevereiro de 2015

A Tecnologia da Comunicação a Serviço da Maçonaria




Arthur C. Clarke, escritor, inventor e futurista, autor de "2001, odisseia no espaço", afirmou um dia que "qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia ("any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic"). De facto, se considerarmos que a "magia" consiste no uso de métodos sobrenaturais para manipular forças naturais, pode dizer-se que a tecnologia, por ultrapassar de longe o que podemos encontrar na natureza, pode, num certo sentido, ser considerada "sobrenatural". A tecnologia não deixa, contudo, de se basear solidamente - e unicamente, diria eu - no estudo das leis naturais.
Explicar o funcionamento de muitos dos artefatos que nos rodeiam está bem para além do conhecimento do cidadão comum. Já não falo de saber explicar como funciona, por exemplo, um telemóvel ou um televisor; mas quantos saberiam explicar como funciona um simples relógio mecânico - como um despertador de corda - ou uns binóculos? Para os explicar são necessários alguns rudimentos de ótica num caso, e de mecânica no outro. No entanto, uma vez transmitidos e apreendidos os conceitos, poder-se-ia avançar para o entendimento de engenhos mais avançados - como um motor a vapor, por exemplo.


REVISTA TEXTO & TEXTS EDITOR-CHEFE J.FILARDO
Adequação de um discurso feito pelo Venerável Grande Secretário Nigel Brown e Jessica Bondy
Foi colocado pelo Venerável Pro Grão-Mestre:
O núcleo, o batimento cardíaco da estratégia é acabar com os mitos. Mas, por que se preocupar? Afinal, todos sabem que, como a mais antiga organização fraternal do mundo, os princípios nunca mudaram e os valores intemporais são tão relevantes hoje quanto eram há 300 anos atrás. Algumas sugestões foram levadas em consideração, como a respeito dos maçons modernos, por 02 razões em particular: Se consideramos que queremos boas referências na imprensa, a primeira razão é que dissipar os mitos ajudará tanto na retenção quanto no recrutamento e, em segundo lugar, reduzirá – e potencialmente erradicará – a discriminação contra todos os maçons, especialmente no setor público.
Para explicar o andamento determinado desta estratégia de comunicação, foi utilizado o uso da analogia do Monte Everest. A expedição começou. E diante de nós está o longo caminho até o topo ao qual devemos chegar antes de 2017. Falamos de longo caminho, porque, por um lado os membros terão de ser atualizados com um novo pensamento, e que nós começemos a fazer com os Oficiais de Informação Provinciais, e de outro lado devemos superar os disparates que têm sido escritos sobre nós.
Jessica Bondy: Faz colocações importantes onde se aporta a transformação de uma Sociedade , numa nítida oportunidade de conhecimento, como ferramenta transcendental de liberdade da Informação, e para que uma estratégia de comunicação funcione, é essencial ter o apoio ao mais alto nível em uma organização. Nós temos isso. Diz Jessica: Então, trabalhando em estreita colaboração com o Comitê Estratégico de Comunicação e o Conselho de Objetivos Gerais, estamos na primeira fase de nossa jornada com um objetivo claro tanto de aumentar a compreensão da, e o apoio à Maçonaria – e construir uma reputação positiva para a Organização. Destacar sua abertura e relevância na sociedade de hoje é fundamental para alcançar isso. E ao invés de apenas falar sobre isso, tomarmos medidas para demonstrar a mudança.
Entre seus ativos, temos, por exemplo, sites adequados abertos; a recém aclamada revista Maçonaria Hoje, que é cada vez mais lida por várias famílias maçônicas; um sistema de tutoria que inclui ajudar a todos a falar sobre a Maçonaria abertamente e de forma sensata, para que possamos alcançar os Altos Graus da nossa Sociedade. Os Jornais e Informativos aproximando os Profanos aos conhecimentos do bom uso da Liberdade, Igualdade e Fraternidade , bandeira ímpar da Organização, dissipando os conceitos , e heresias que perseguem a irmandade. Mas, o mais importante, e, pela primeira vez, nos aproximando de  órgãos não-maçônico para produzir um relatório para a mídia  sobre  o passado doloroso e heroico , ao mesmo  tempo, momentos áureos , quedas e revoluções,  transformações , Leis e Liberdade, onde a Maçonaria pode de forma secular, trabalhar e continuar a construir seu futuro, e tudo que foi conquistado, bem como seus percussores para que hoje pudéssemos ter o orgulho de fazermos parte desta História, também fazendo História, e constituirmos a classe de maior quantidade de irmãos de todos os tempos. Esta foi uma jogada ousada, mas era essencial para os meios de comunicação verem isso como uma perspectiva neutra e de fora por causa da credibilidade, e também para agir como catalisador para eles quererem falar conosco.
O Centro de Pesquisa de Assuntos Sociais em Oxford, também conhecido como SIRC, foi escolhido de forma competitiva. Eles ofereceram não só perícia antropológica, que constitui a maior parte do pano de fundo do relatório, mas também os seus critérios de pesquisa são baseadas em evidências e não em ideologia. Nas palavras deles: “Precisamos testar as alegações de abertura e transparência da Maçonaria”.
O SIRC começou por compilar os pontos de vista e opiniões de uma secção transversal de maçons e não-maçons igualmente, examinando a presença de, ou a necessidade de um elemento ritual em todas as nossas vidas, a nossa necessidade de pertencer a alguma coisa, as formas como expressamos nossa generosidade para com os outros, e a medida em que nossas vidas diárias envolvem comportamentos rituais. O resultado é uma percepção verdadeiramente esclarecedora e comentário oportuno, não apenas sobre esta grande Organização, mas também fascinante sobre as complexas interações, percepções e valores da própria sociedade moderna. Entre as principais conclusões está que ao contrário dos muitos comentários enganosos, a Maçonaria mostra abertura e transparência genuínas. Para citar um trecho do relatório: “Uma coisa que imediatamente se tornou evidente foi que a noção de Maçonaria como uma sociedade secreta era claramente inadequada”. Mais importante, o relatório termina dizendo que ela é sem dúvida mais relevante hoje do que jamais foi.
Ele também mostra que a Maçonaria age como uma ‘constante’, e com isso fortaleço que ela fornece aos membros uma combinação única de amizade, pertença e estrutura, com muitos maçons dizendo que eles fizeram amizades duradouras. Além disso, embora eu absolutamente entenda que a Maçonaria não é uma instituição de caridade, o relatório também destaca a importância que a Maçonaria coloca em dar – pensar nas necessidades dos outros.
Através de pesquisa entre não-maçons que mostrou a grande oportunidade que temos. Mais da metade queria saber mais sobre nós e um quarto deles pensa em ingressar.
Nós sentimos que é importante que a Sociedade se oportunize em liberdade de informação para o Mundo, que esteja em movimento e realmente mostre abertura reunindo-se com pessoas pessoalmente para mostrar que nada temos a esconder. Uma manchete do Yorkshire Post escrita por uma das únicas mulheres editoras, pergunta: “Uma Sociedade Secreta? Não. Somos maçons porque gostamos de amizades e diversão”, e a abertura do editor: “Durante séculos, a Maçonaria tem sido conhecido como uma” sociedade secreta “, mas nós os entendemos completamente errado”.
Sejamos muito claros: os mitos estão profundamente arraigados na mente das pessoas. Mas, à medida que avançamos, queremos que as pessoas baseiem seu julgamento em fatos – não em fantasia. Como todos nós podemos imaginar, esse é um desafio muito real para mudar a percepção das pessoas profundamente enraizadas em poucos minutos, e trata-se de um desafio.
O relatório SIRC conclui, “Se a Maçonaria é capaz de concluir com êxito a sua revolução silenciosa, e ao mesmo tempo garantir que suas características centrais sejam mantidas para preservar o verdadeiro “espírito” de Maçonaria, então o seu futuro pode muito bem ser assegurado – pelos próximos um ou dois séculos, pelo menos.”

Para saber mais:
* O Símbolo Perdido - Dan Brown, Sextante, 2009.

* Solomon’s Builders - Christopher Hodapp, Ulysses, 2007.

* A Maçonaria: Símbolos, Segredos, Significado , W. Kirk Macnulty, Martins Fontes, 2007.

* Manual Completo para Lojas Maçônicas - Amado Santos, Carlos Brasílio Conte, Cláudio Roque Ferreira, Wagner Veneziani Costa, Madras, 2005. 

·        www.gob-rj.org.br  /  SITE do Grande Oriente do Brasil, seção Rio de Janeiro, com um passeio virtual pelo Palácio do Lavradio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário