quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

OS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS




A ordem dos pobres cavaleiros de cristo e do Templo de Salomão foi fundada por Hugues de Payens, em Jerusalém, por volta de 1115. O principal objetivo da Ordem era cui­dar da peregrinação à Terra Santa, guardar o Santo Sepulcro e defender Jerusalém dos infiéis.

Os cavaleiros ocuparam parte do palácio real em Jerusalém, construído no mesmo lo­cal do antigo Templo de Salomão. Muitas his­tórias e lendas se desenvolveram a partir do estabelecimento do quartel-general dos Tem­plários nesse local. Acredita-se que descobri­ram túneis secretos que os levaram a grandes tesouros, tais como uma biblioteca repleta de segredos de uma antiga ordem iniciática da qual o rei Salomão era membro, além de di versos conhecimentos liga­dos à ciência.

Uma das lendas enfatiza a descoberta de uma porta de ouro maciço com diver­sas inscrições. Um dos ca­valeiros teria conseguido entrar no recinto secreto, onde encontrou um trono feito de ouro com um triân­gulo entalhado com a letra hebraica YOD gravada no centro. No local havia tam­bém uma série de documen­tos e tratados sobre teologia, metalurgia, arquitetura, as­tronomia, navegação, biolo­gia e outros conhecimentos.

Essa lenda, entre muitas ou­tras, justifica a grande carga de conhecimentos elevados da Ordem dos Templários. Nesse aspecto, alguns pes­quisadores afirmam que eles absorveram tecnologias e informações no Oriente Médio, por meio de relações diplomáticas com os sarra­cenos e traduções de antigos textos árabes e hebraicos.

Os diversos detalhes em suas construções espalha­das pela Europa demons­tram que possuíam uma série de conhecimentos considerados incompatíveis com os ensinamentos bíbli­cos e, assim, sendo vistos corno suspeitos pêlos cris­tãos (astrologia, alquimia, geometria sagrada, astro­nomia e numerologia). Isso provavelmente deu origem às regras de sigilo para pro­teger a Ordem de qualquer tipo de acusação de heresia pela Igreja.

Muitos jovens nobres ingressavam na Ordem pelo ideal romântico que ela representava, pois o cavalei­ro era visto pela sociedade como defensor do que era sagrado contra os chama­dos "infiéis", aqueles que não eram cristãos. Esse é um dos motivos dos Templá­rios terem recebido grandes doações em dinheiro e pro­priedades, transformando-a numa das ordens mais ricas e poderosas do mundo.

No século 13, os Tem­plários já possuíam uma frota no Mediterrâneo que garantia o transporte de peregrinos de Marselha ou Rochelle para a Terra San­ta, além de diversos produ­tos para venda ou revenda no Oriente. Na viagem de volta, geralmente traziam escravos ou especiarias para a Europa.

Muitos reis e nobres se beneficiaram da garantia oferecida pêlos Templários devido à segurança e ho­nestidade de suas atividades, depositando seus bens em suas casas. Em muitas regiões da Europa foram concedidas aos Templários isenções de taxas, pedágios, cobranças arbitrárias de se­nhores ou reis locais. Sua participação na política era uma extensão natural do seu envolvimento na situação fi­nanceira das casas nobres e reais da Europa.

O acúmulo de riqueza e de poder tinha também os seus críticos pois, como não prestavam contas a nin­guém, muitas vezes eram acusados de arrogância. No entanto, a prosperidade e o sigilo provocavam o cresci­mento de rumores de que a sua atividade principal era secreta e esotérica.
No início do século 14, muitos países, inclusive a França, deviam altas somas aos Templários. O rei fran­cês, Felipe IV, usou de um artifício para saldar suas dí­vidas, colocando Clemente V no controle da Igreja. Em 1307, todos os Templários que viviam na França fo­ram detidos sob a acusação de heresia. Muitas prisões foram feitas e a Ordem foi extinta, com muitas prisões e condenações à morte na fogueira. Em 1314, Jacques de Molay, o último grão-mestre dos Templários, foi queimado vivo.

A MAÇONARIA ESCOCESA

Apesar das perseguições,  nem todos os Templários da França foram presos. Existem informações de que um grupo teria conseguido escapar de Paris com sua biblioteca e o tesouro da Or­dem. Nos outros países da Europa, embora estivessem extintos por ordem da Igre­ja, os Templários não sofre­ram perseguições tão cruéis como na França.

Na Grã-Bretanha, o rei demorou muito tempo para prendê-los, o que facilitou a fuga de muitos deles. Na Pe­nínsula Ibérica, embora os laços com a Igreja fossem estreitos e a Inquisição fosse atuante, seus dirigentes não manifestaram forte dispo­sição em perseguir os Tem­plários. Em algumas regiões como a Prússia (Alemanha e Polónia), não ocorreram perseguições, pois a presen­ça dos Templários na região impedia o avanço de invaso­res como os mongóis.
A Escócia foi um dos poucos países que não apri­sionou qualquer templário. O seu rei, Robert Bruce, tinha sido excomungado pela Igreja e não se dava ao trabalho de combater seus eventuais inimigos ou obe­decer suas ordens.

Os Templários remanes­centes teriam se unido ainda mais após perderem os vínculos com a Igreja Católica Romana, e passaram a se articular na clandestinidade para se protegerem. Muitos encontraram abrigo entre os rosacruzes e alquimistas. Algumas das obrigações da antiga ordem foram manti­das, e outras foram criadas.

Quanto à ligação dos Templários com a Maçona­ria, existem muitas especu­lações. Há hipóteses de que os Templários teriam se des­locado em pequenos grupos para novos territórios, nos quais não eram persegui­dos, como Escócia, Irlanda, Gales, Suécia e Rússia. Após as perseguições, eles teriam formado grupos com outros rituais e simbologias que permitissem se­rem vistos como uma nova organização.

Muitos pesquisadores acreditam que as orga­nizações maçônicas que surgiram formalmente no século 18 herdaram o co­nhecimento, as práticas, rituais e até mesmo símbolos Templários. Alguns acredi­tam que muitas organiza­ções que adotaram outros nomes, como Royal Society, a Fraternidade Alquímica, Mestres Herméticos e Mestres Canteiros, também têm origem em grupos de Templários.

Muitos documentos históricos da Escócia fazem referência ao termo "Mestre escocês", dando a impressão de que significa o mesmo que arquiteto ou artesão. Há indícios de que seja uma analogia feita aos artesãos ingleses que se dirigiram à Escócia no século 8, com a finalida­de de conhecer a arquitetura emergente dos belos caste­los escoceses. Esses maçons tinham o hábito de realizar reuniões nas quais tratavam de conhecimentos elevados.

 Em 1150, tais encontros se transformaram na Corpora­ção de Kilwinning, com sede na abadia de Kilwinning, que se encontrava em construção desde 1040.

O termo "Mestres escoceses" acabou se generalizando e, mais tarde, seus encontros formais se transformaram nos ritos maçônicos especulativos mais praticados e conhecidos no mundo, o Rito Escocês An­tigo e Aceito.

Em 1758, foi criado um siste­ma de Altos Graus que se so­maram aos três iniciais. Três anos depois, o Rito contava com 33 graus.

CORPORAÇÕES DE CONSTRUTORES

As corporações e guildas de pedreiros e constutores formaram, segundo alguns estudiosos, a base da atual Maçonaria.

Muitos pesquisadores afirmam que a Maçonaria teve início com as corpo­rações de construtores da Idade Mé­dia, pois a palavra inglesa masonry e a francesa maçonnerie significam "construção". Nessa época, nas construções existiam desde pedreiros que trabalhavam com pe­dras comuns até os artesãos qualificados, que trabalhavam com a pedra mais mole, mais tarde conhecidos como pedreiros de cantaria ou franco maçons (pedreiros livres). Os pedreiros não eram apenas assentadores de tijolos. Muitos estavam envolvidos com a arquitetura e tinham conhecimentos de geometria que os capacitavam a desenhar e construir obras sofisticadas, inclusive cate­drais e igrejas suntuosas.

Durante o século 13, foram formadas di­versas corporações de classe na Inglaterra, que tinham licença concedida pelo rei. Co­nhecidas como guildas, essas associações re­gulavam todos os aspectos da vida, determi­nando a crença na doutrina católica, rejeição às heresias e obrigações com reis e senhores. Cada associação tinha como lema guardar os segredos de suas especialidades profissio­nais. Os trabalhadores reunidos nessas asso­ciações eram contratados para a construção de grandes obras como palácios, catedrais, pontes, entre outras obras. Essa etapa é co­nhecida dentro da história maçônica como Maçonaria Operativa.

As associações de pedreiros ligadas à ar­quitetura possuíam segredos e símbolos que remontavam à Antiguidade, pois fundiam práticas e tradições de construção que re­montavam aos povos antigos (egípcios, he­breus, caldeus, fenícios, gregos, romanos, bizantinos). Os maçons desse período são conhecidos como operativos por realizarem trabalhos manuais, pois a atividade intelectual era privilégio de uma minoria.

Após a peste negra, nos séculos 14 e 15, a mão-de-obra se tornou escassa e os trabalhadores ingleses pas­saram a exigir salários mais altos. Foram então criadas leis limitando salários para trabalhos específicos. Alguns pedreiros se recusaram a obedecer essas leis, e passa­ram a se organizar em enti­dades clandestinas. Então, o sigilo passou a ser essencial entre pedreiros e emprega-, dores que pagavam salários superiores aos determinados por lei. Esse sigilo, aliado ao das especialidades profissio­nais, pode ser uma das raí­zes da Maçonaria.

O período conhecido como Moderno iniciou-se no século 17, quando as grandes construções de ca­tedrais entraram em declí­nio, o que levou as associa­ções de trabalhadores de pedra a aceitar estrangei­ros como membros erudi­tos, agregados à profissão, pessoas úteis à organiza­ção, letrados e com cultu­ra, que deram um outro rumo à Maçonaria. Como não eram profissionais da área da construção, ficaram conhecidos como "maçons aceitos", dando início à Ma­çonaria tal como é hoje.

Nessa fase, a Maçona­ria passou a ser conhecida como "especulativa". Com o tempo, os novos maçons tornaram-se numerosos nas associações, o que fez com que seu objetivo inicial per­desse o sentido, pois o ele­mento operativo foi cedendo ao especulativo. No entan­to, as corporações inglesas se mantiveram tradicionais até o século 18, mantendo rituais e simbolismos.

Em 1717, formou-se a primeira Grande Loja do Mundo, com a união de quatro Lojas Maçônicas em Londres, Inglaterra, que passou a credenciar outras Lojas em muitos países. Como regra geral, as Gran­des Lojas Maçônicas são reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra, enquanto os Grandes Orien­tes são reconhecidos pelo Grande Oriente da França. No entanto, essa regra não é universal, pois não existe uma autoridade internacio­nal que capacite a regulari­dade maçônica. As Lojas se organizam em "Obediên­cias", sejam elas Grandes Orientes ou Grandes Lojas.

A INGLATERRA E A MAÇONARIA MODERNA

A Maçonaria moderna começou a se estabelecer a partir das relações criadas e rompidas, a partir dos séculos 17 e 18, na Grã-Bretanha e na França.

Durante a idade média, a Maçonaria chegou à Inglaterra pelos pe­dreiros que construíram castelos e igrejas no país. Entre os sé­culos 16 e 17, as técnicas de construção começaram a ter menos importância, e as corporações  passa­ram a mudar o tom de suas reuniões, ganhando rituais mais simbólicos e, por vezes, ligados à alqui­mia, principalmente   na Inglaterra.

Das reuniões passaram a participar pessoas que não mantinham ligação direta com a construção, mas que tinham interesses e conhecimentos filosóficos. Era moda participar dessas reuniões com ares de "sarau secreto". A exigência era de sigilo sobre os encontros, marcados pela presença de nobres e trabalhadores.

Em muitas cidades da Inglaterra, surgiram diver­sas Lojas Maçônicas. Em 24 de junho de 1717, dia de São João Batista - conside­rado por muitos como pa­droeiro da Maçonaria, por realizar a purificação pela água, o batismo, quatro Lojas da Inglaterra se uni­ram e fundaram a Grande Loja de Londres, conside­rada até hoje a mais impor­tante instituição da ordem.

Cinco anos mais tarde, James Anderson, pastor presbiteriano, publicou Re­gulamentos Gerais, conhecido também como Cons­tituição de Anderson, livro no qual relacionou todas as normas e rituais, até en­tão transmitidos oralmente. A publicação dava a cada Grande Loja a liberdade de alterar os regulamentos em benefício da ordem, tendo o cuidado apenas de pre­servar os landmarks, termo usado para definir os pre­ceitos antigos e inalteráveis da Maçonaria. Alterar esses princípios seria o mesmo que romper a sintonia maçônica mundial.

A partir de 1723, a Grande Loja de Londres tinha 100 lojas na Ingla­terra e em Gales, e passou a divulgar a Maçonaria abrindo Lojas em todo o mundo. Dessa forma, Grandes Lojas indepen­dentes foram criadas na Irlanda, Escócia e Améri­ca do Norte.

Mais tarde, quando o domínio britânico no mun­do ampliou-se ainda mais, a Maçonaria expandiu-se para a Austrália, África e América do Sul. Quando se tornaram independen­tes, muitos desses países formaram Grandes Lojas independentes, e outros se mantiveram ligados à Grande Loja Mãe.

Ainda no século 18, ocorreram algumas di­vergências entre a Gran­de Loja da Inglaterra e as Grandes Lojas da Irlanda e Escócia, que acusavam a Grande Loja da Ingla­terra de divergir das an­tigas práticas, de romper landmarks.

A MULHER NA MAÇONARIA

Desde a origem dos antigos mistérios, homens e mulheres participavam igualmente de iniciações, provas e cerimônias no antigo Egito, Grécia e Roma." Nas Corporações Operativas da Idade Média existia a colaboração feminina, e mulheres eram chamadas de Irmãs.

A Maçonaria Operativa era formada de Lojas Livres, sem qualquer direção central, o Venerável Mestre era a autoridade máxima em cada Loja, como também, não faziam a descriminação da mulher na organização, assim vejamos vários relatos de grandes historiadores maçônicos:

                   Jean Palou escreve que, na Idade Média, as mulheres podiam fazer parte das Guildas, como trabalhadoras. Citando Paul Naudon, diz que elas até eram admitidas à Maestria, em dois casos":

                   1) nos ofícios de fiadoras e trabalhadoras de tecidos de seda, exclusivos delas, ou naqueles em conjunto com os homens (remendões, trabalhadores em linho, criadores de galinhas), e,

                   2) ainda quando viúvas de um mestre, então sendo autorizadas a continuar na administração da respectiva oficina do falecido marido.

                   Cita mais, de Paul Naudon:

                   "Mas, há coisa melhor ainda. Sabermos que na guilda dos carpinteiros de Norwich (por volta de 1375), à qual estavam ligados os Maçons (pedreiros), o que prova o caráter iniciático desse organismo, a Maçonaria sempre mantida à parte dos outros ofícios, os Irmãos e as IRMÃS deviam orar juntos no dia da Ascensão."

                   Mais adiante, escreve Palou:

                   "Diz a Tradição também que a filha do Mestre-de-obras da Catedral de Estrasburgo, Sabina de Steinbach, trabalhou na Loja dos Maçons daquela cidade e esculpiu as estátuas do portal meridional da Catedral e que, com seu marido, o Mestre Maçom Bernard de Sunder, trabalhou num grupo de estátuas da Catedral de Magdeburgo."

                   E complementa:

                   "Enfim, existe um texto de importância capital (em geral passado em silêncio pelos historiadores maçons) e conhecido sob o nome de manuscrito inglês de 1693, que pertence à York Lodge nº 236. A propósito da iniciação de um novo Maçom, declara este texto: "Um dos mais antigos toma o Livro; esse ou essa que se vai tornar Maçom, põe a mão sobre o Livro e, em seguida, são dadas as instruções."

                   Outro abalizado historiógrafo maçom, Marcos Santiago, escreve também que "O Poema Régio, datado de aproximadamente 1390, nada consigna a respeito da não aceitação da mulher na Maçonaria Operativa, dando, ao contrário, notícias de que ela era normalmente aceita, ou pelo menos colaborava com a Maçonaria, pois seu Artigo 10, nos versos 203 e 204, diz que nenhum Mestre suplante outro, senão que procedam entre si como irmão e irmã. O Poema (ou Manuscrito) prescreve apenas a não aceitação de escravos (servos) e inválidos..."

                   Escreve René Joseph Charlier, que também cita Alec Mellor, para quem "Nenhuma exclusão das mulheres estava escrito nos ‘Old Charges’ (Antigos Deveres)".

A primeira proibição à participação da mulher em ritos maçônicos foi em 1723, por James Anderson, Grande Vigilante da Loja de Londres. Proibiu o ingresso de mulheres aleijados e escravos. A proibição não impediu o crescimento de Lojas Mistas e Femininas, com a participação de homens liberais e de visão, em todo o mundo.

Segundo pesquisadores, em 1775, a Duquesa de Bourbon foi eleita Grã-Mestre (Venerável) na Loja Santo Antônio, na França. Tal fato ocorreu por meio da provável interferência do Conde Cagliostro que, embora fosse uma figura controvertida, era um defensor da presença da mulher nas iniciações maçônicas.

Em 1786, o Conde Cagliostro realizou em Lyon, França, o Rito Egípcio da Maçonaria Andrógina, que teve como primeira mestra a princesa Lamballe. No mesmo ano, a imperatriz russa Catarina II presidia a Loja Clio.

No Brasil, especificamente em São Paulo, foi funda­da uma loja maçônica de mulheres, por um grupo de homens que pertenciam ao quadro das Oficinas Ami­zade, 7 de setembro e América, do Grande Oriente dos Beneditinos, em janeiro de 1871. Com o nome de Loja 7 de Setembro, teve como primeira Grã Mestra a Sra. Francisca Carolina de Carvalho. Apesar de ter sido aprovada e regulamentada, a Loja prati­camente desapareceu antes de 1882, não havendo-, qualquer documento que esclareça o fato.

Entre 1874 e 1903, segundo o  Cadastro de Kurt Prober, foram fundadas no Brasil nove Lojas Femininas sob a jurisdição do Grande Oriente: Anita Bocayuva (RJ), Estrela Fluminense (RJ), Filhas da Acácia (PR), Filhas de Hiram (MG), Filhas do Progresso (RJ), Fraternidade (RS), Julia Valadares (RJ), Perseverança (MG) e Theodora (ES).

Em 1882, a Srta. Marie Deraismes foi iniciada na Loja Libres Penseurs, dependente do Grande Oriente da França. Essa cerimônia é considerada como o início de um movimento progressista que resultou na fundação do que se chamou Grande Loja da Maçonaria Simbólica Escocesa "Lê Droit Humain", hoje Ordem Maçônica Mista Internacional "Lê Droit Humain". A partir de sua fundação, estabeleceu-se em diversos países, sob a jurisdição de um Supremo Conselho Internacional instalado em Paris.

Seguindo a mesma linha, foram fundadas Lojas na Inglaterra, em 1902 (Human Duty), e no Brasil, em 1919 (Lojas Isis), no Rio de Janeiro.

Atualmente, existem muitas Lojas Maçônicas femininas ou mistas no Brasil, que atuam de forma independente ou são filiadas a uma Grande Loja. Os ritos realizados são os mesmos das Lojas masculinas e recebem constantemente a visita de Irmãos de todos os Orientes.
MULHERES INICIADAS NA MAÇONARIA MASCULINA



Existem algumas Lendas e alguns fatos, de Mulheres que foram Iniciadas na Maçonaria. São fatos raros e Extraordinários, mas que existiram.

Há na Maçonaria uma Tradição, não escrita, que estabelece – “Se alguém – um homem ou Mulher – aprender os “Segredos” Maçônicos, Sinais, Toques e Palavras, sem que nunca tenha sido Iniciado, deverá sê-lo. Só assim, sujeitos aos Compromissos assumidos com a Ordem, poderão ser placetados ou expulsos da Ordem.

Quando isso deverá ser feito? Quando: a) Quando forem apanhados espiando uma Reunião; b) Quando, com subterfúgios, entrar e assistir uma Sessão.

A Reunião para a Iniciação de alguém nessas condições é convocada em Sessão Especial, e nem sempre no local de costume. A história da formação dessas Lojas, tem uma uniformidade de enredo e de circunstâncias que indica que elas podem ser produtos de alguma lenda fantasiosa ou da arte de narrar.

Um dos exemplos mais recentes, é citado na Loja “Direito Humano”.  Muito embora o que se passou com a Sra. Maria Desraimes, não se enquadra nos dois itens acima. Ela foi Iniciada com o cerimonial completo, somente não foi considerada sua Iniciação e portanto, foi excluido – ela e a Loja que a Iniciou – a Loja “Livres Pensadores Du Pecq”.

1)      A primeira Mulher que se tem noticia, que enquadra no item “a“,  foi a Irmã Elizabeth St. Leger, casada com o Sr. Richard Aldworth. O fato aconteceu na Irlanda, em 1710. Um fato acontecido, ainda antes da fundação da Primeira Grande Loja.
2)      A Segunda foi a Irmã Bell, na Inglaterra. O fato publicado no jornal de New Castle – Crônica Semanal (Weekly Chroniole), de 6 de janeiro de 1770.
3)      A Irmã Havard, de Hereford, também, na Inglaterra e também no ano de 1770.
4)      A Irmã Beaton, País de Gales, em 1802.
5)      A Irmã Catherine Babington, do Kentucky, em 1815.
6)      Helena, Condesa de Hadik Barkoczy, na Hungria, em 1875.
7)      A Irmã Maria Desraimes, na França, em 1881.
8)      A Irmã Xaintrailles, em Paris, em 1843.
9)      A Esposa e a Mãe do Grão-Mestre Canton, da Grande Dieta Simbólica, dos Estados Mexicanos, da cidade do México em 1895.
10    A Irmã Annie Besant, a célebre Mistica Inglesa, Teosofista e Socialista, nascida em 1847 e morta em 1933. Foi, provavelmente a Mãe de todas as Maçons Oradoras Feminista Inglesa.

Hoje, a Maçonaria Mista se encontra estabelecida em todo os continentes, inclusive no Brasil existe várias Obediências Mistas com milhares de obreiras e obreiros espalhados por todo Brasil.


Um comentário:

  1. Por favor, onde em São Paulo existe a Maçonaria Mista ?

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