quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

OS ENSINAMENTOS SECRETOS



Muitas vezes, a Maçonaria é criticada por seu caráter secreto, mas desde o iní­cio era necessário existir o sigilo, devido às circunstâncias da época. As tradições das quais a Maçonaria pode ter surgido, mantinham-se ocultas por necessidade. Os Templários, por exemplo, escondiam seus interesses por assuntos que a Igre­ja considerava heréticos. Os maçons operativos, organizados em corpora­ções, escondiam seus grupos profissio­nais ilegais, na clandestinidade. Aqueles que tinham interesse por temas ocultos precisavam se resguardar dos olhos das igrejas Católica e Protestante.

É importante ressaltar que o sigilo faz parte de todas as tradições ligadas à ob­tenção de sabedoria. As antigas Escolas de Mistério mantinham sigilo absoluto sobre suas atividades e, aos iniciados, as revelações só eram feitas quando alcan­çavam o nível apropriado.

O motivo principal desse hábito re­side no fato de que nas iniciações espi­rituais autênticas o que se passa é algo além da informação, pois o iniciado re­cebe informações do plano energético.

O caráter secreto dos rituais maçônicos era sigiloso para manter o impac­to nos candidatos à iniciação, e acabou despertando a curiosidade daqueles que não pertenciam à Ordem.

Muitas lendas relacionadas aos Tem­plários apontam os maçons como guar­diões da Biblioteca dos Templários, po­rém não há provas de tal fato. Se algum dia os maçons tiveram acesso a esse acervo, ele ficou restrito a pequenos grupos e não foi conhecido por todos os membros.
MAÇONARIA E RELIGIÃO

A frase evangélica "Na casa de meu Pai há muitas moradas" (João, 14,2) é reconhe­cida e vivenciada pêlos maçons; eles não se opõem a qualquer via que leve ao Pai, além dos caminhos que trilham de acordo com os seus próprios preceitos. Eles acreditam que as estruturas invisíveis são as mesmas, apesar das formas se apresentarem dife­rentes de acordo com o tempo e a região.

Portanto, a Maçonaria reconhece ou­tras tradições e também deixa aberto para seus adeptos o exercício de qualquer cren­ça religiosa. Muitos deles conciliam seu processo de conhecimento, sua iniciação, com a prática de cerimônias e preceitos religiosos exotéricos, que podem enrique­cer sua passagem e a de outras pessoas por esse mundo.

Portanto, não existe conflito entre Ma­çonaria e religião - desde que não se tenha a idéia de fundir conceitos, ou que deter­minados fundamentalistas, religiosos ou não, pretendam monopolizar as> lojas maçônicas para seu próprio proveito pessoal.

Muitos maçons, pitagóricos e hermetistas são ou foram perfeitos cristãos. A Igreja Católica jamais condenou o hermetismo, nem a geometria pitagórica. No entanto, no século 18 a Maçonaria foi condenada pela Igreja e seus membros foram exco­mungados. Apesar desse fato, nos últimos anos ocorreu uma aproximação paulatina entre essas instituições.



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